Em comunidades ribeirinhas de Manaus, estudantes do ensino fundamental têm transformado os impactos da estiagem em oportunidade de aprendizagem prática e engajamento científico. Diante da seca histórica que atingiu a região, alterando rotinas e isolando famílias, a escola passou a buscar formas de lidar com o problema de maneira ativa, conectando o conteúdo escolar à realidade vivida pelos alunos.
A iniciativa surgiu a partir de um projeto desenvolvido com alunos do 6º ano que propõe ir além da teoria ao incentivar os estudantes a monitorar o fenômeno climático por conta própria. Em vez de apenas aprenderem o conceito de estiagem, eles passaram a construir instrumentos, coletar dados e acompanhar as mudanças no nível das águas, assumindo um papel protagonista no processo de investigação.
O trabalho integra ciência, tecnologia e saberes tradicionais da comunidade, promovendo uma abordagem interdisciplinar e conectada ao território. Ao mesmo tempo em que desenvolvem habilidades científicas, os alunos também valorizam conhecimentos locais, criando um diálogo entre diferentes formas de entender o ambiente e fortalecendo o vínculo com a própria realidade.
A experiência mostra como situações de crise podem ser transformadas em oportunidades educativas significativas. Ao estimular a curiosidade e o protagonismo dos estudantes, a iniciativa contribui para formar jovens mais críticos, preparados para compreender e enfrentar desafios socioambientais em suas comunidades.
Com informações do portal Porvir